A cerimônia do chá é uma tradição japonesa dedicada ao preparo e ao serviço do matcha seguindo uma sequência cuidadosa de gestos. Utensílios específicos, a organização do ambiente e a maneira como o chá é preparado e recebido fazem parte da experiência.
Para quem visita o Japão pela primeira vez, participar de uma cerimônia permite conhecer de perto uma prática cultural que vai além de simplesmente experimentar o matcha. O visitante acompanha cada etapa da preparação e, dependendo do formato escolhido, também pode aprender a preparar sua própria tigela de chá.
Para um casal que nunca participou dessa experiência, entender previamente como ela funciona ajuda a saber o que esperar e como se comportar. Não é necessário conhecer as regras de etiqueta antes de chegar, já que as atividades voltadas para iniciantes costumam apresentar as orientações necessárias durante a participação.
A cerimônia do chá faz parte da cultura tradicional japonesa
Conhecida como chanoyu ou sado, a cerimônia do chá se desenvolveu no Japão ao longo de vários séculos.
A preparação e o serviço do matcha foram gradualmente transformados em uma prática cultural com procedimentos próprios. No século XVI, Sen no Rikyu tornou-se uma das figuras mais importantes para o desenvolvimento da tradição.
Existem diferentes escolas de cerimônia do chá no Japão, e pequenos detalhes podem mudar de uma para outra. Por isso, o visitante não precisa chegar sabendo exatamente como segurar a tigela ou em qual momento fazer cada movimento.
Nas experiências preparadas para iniciantes, o anfitrião ou instrutor normalmente apresenta as orientações necessárias ao longo da atividade.
O ambiente também faz parte da experiência
Uma cerimônia tradicional pode acontecer em uma sala com tatame ou em uma casa de chá preparada para essa finalidade.
Utensílios como a tigela de chá, chamada chawan, a colher de bambu utilizada para colocar o matcha e o batedor conhecido como chasen fazem parte da preparação.
A decoração costuma ser discreta. Dependendo do local e da época do ano, elementos sazonais podem aparecer nos utensílios, nos doces ou na pequena composição utilizada no ambiente.
Para quem viaja na época das flores, essa relação com a estação pode aparecer de maneira muito mais sutil do que nos parques e jardins visitados durante o restante da viagem.
Um doce tradicional pode ser servido antes do matcha
Em muitas experiências, um doce japonês é oferecido antes do chá.
Os wagashi ajudam a preparar o paladar para o sabor característico do matcha e também podem acompanhar a estação por meio das cores, formatos ou ingredientes utilizados.
O visitante recebe orientações sobre o momento de consumir o doce, portanto não é necessário memorizar regras antes de participar.
Essa etapa também ajuda a perceber que a experiência não está concentrada somente no chá. A apresentação dos utensílios e dos alimentos faz parte do cuidado colocado em cada detalhe.
O preparo do matcha acontece diante dos participantes
Durante a preparação, o anfitrião organiza e manuseia os utensílios seguindo uma sequência cuidadosa.
O matcha é colocado na tigela, recebe água quente e é misturado com o chasen, um pequeno batedor feito de bambu.
Para quem participa pela primeira vez, observar esses movimentos é uma das partes mais interessantes da atividade. Dependendo da experiência escolhida, o visitante também pode ter a oportunidade de preparar o próprio matcha sob orientação.
Não é necessário reproduzir perfeitamente os movimentos do anfitrião. A proposta de uma atividade para iniciantes é justamente permitir o primeiro contato com a tradição.
Como receber e beber o chá
Quando a tigela é entregue, algumas orientações simples podem fazer parte da experiência.
É comum que o participante faça uma pequena reverência e gire ligeiramente a tigela antes de beber para evitar tomar o chá diretamente pela parte considerada frontal da peça.
A quantidade de movimentos e outros detalhes de etiqueta podem variar conforme a escola ou o formato da atividade. Por isso, seguir as instruções apresentadas pelo anfitrião é mais útil do que tentar decorar antecipadamente uma sequência rígida.
Pequenos enganos também não precisam transformar a experiência em motivo de preocupação. Atividades voltadas para visitantes costumam ser organizadas justamente para pessoas que estão tendo seu primeiro contato com essa tradição.
É preciso ficar em silêncio durante toda a cerimônia?
O ambiente costuma ser mais tranquilo do que outras experiências turísticas, principalmente durante a preparação do chá.
Isso permite observar sons e detalhes que poderiam passar despercebidos, como o contato dos utensílios, o movimento do chasen e a maneira como cada objeto é colocado diante dos participantes.
Mas isso não significa necessariamente permanecer em silêncio absoluto durante toda a atividade.
Experiências voltadas a visitantes podem incluir explicações do instrutor, perguntas e momentos de interação. O formato depende do local escolhido.
Para um casal, essa diferença de ritmo pode ser justamente um dos aspectos mais interessantes da atividade.
Kyoto é uma das principais cidades para essa experiência
Kyoto possui forte ligação com a cultura do chá e concentra diferentes espaços onde visitantes podem ter contato com essa tradição.
Algumas experiências são preparadas especialmente para iniciantes e podem incluir explicações em inglês. Existem também atividades em que os participantes aprendem a preparar uma tigela de matcha.
Tóquio e outras cidades japonesas também oferecem experiências semelhantes, portanto não é necessário alterar todo o roteiro apenas para participar de uma cerimônia do chá.
Quem já pretende passar alguns dias em Kyoto, porém, encontra uma oportunidade de inserir a atividade entre outros passeios culturais da cidade.
O que verificar antes de escolher a experiência
Antes de fazer a reserva, vale observar quanto tempo dura a atividade, em qual idioma são dadas as explicações e se os participantes apenas acompanham a preparação ou também aprendem a preparar o matcha.
Também é útil verificar como funciona o espaço. Algumas experiências utilizam tatame e podem envolver a posição tradicional sentada, enquanto outras oferecem alternativas mais confortáveis para visitantes que tenham dificuldade de permanecer nessa posição.
O uso de quimono também não é obrigatório para participar. Existem experiências em que o visitante pode usar roupas comuns e outras que oferecem a possibilidade de combinar a cerimônia com o uso de vestimentas tradicionais.
Para uma primeira experiência, entender essas diferenças antes da reserva ajuda o casal a escolher um formato compatível com o restante do roteiro.
Em vez de tratar a cerimônia do chá como mais um ponto turístico a cumprir, vale reservar aquele período para observar como algo aparentemente simples, preparar e servir uma tigela de chá, pode reunir utensílios, movimentos, hospitalidade e tradições que continuam presentes na cultura japonesa.